Trump anuncia captura do ditador Nicolás Maduro e diz que EUA vão administrar temporariamente a Venezuela
Em discurso na Casa Branca, presidente americano afirma que Washington assumirá controle provisório do país para conduzir transição política
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na Casa Branca ao anunciar a captura do ditador Nicolás Maduro e a decisão de os EUA assumirem temporariamente a administração da Venezuela. Washington / Brasília — 3 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3), durante coletiva de imprensa na Casa Branca, que forças militares norte-americanas capturaram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar classificada por ele como “brilhante”. No pronunciamento, Trump afirmou que os Estados Unidos assumirão temporariamente a administração da Venezuela, até que seja realizada uma transição considerada segura e estável.
Segundo Trump, a operação marca a queda definitiva do regime chavista, acusado pelo governo americano de narcoterrorismo, repressão política e realização de eleições consideradas ilegítimas em 2018 e 2024. O presidente afirmou que Maduro e sua esposa foram retirados imediatamente do território venezuelano após a ofensiva.
De acordo com o chefe da Casa Branca, o ataque foi de grande escala e envolveu forças de elite das Forças Armadas dos Estados Unidos. Trump informou que alguns soldados americanos ficaram feridos, mas destacou que não houve mortes durante a ação militar. A ofensiva ocorre após meses de escalada, com reforço de tropas no Caribe e operações contra redes de tráfico supostamente ligadas ao alto escalão do regime venezuelano.
Maduro recusou rendição, diz Trump
Durante o discurso, Trump afirmou que o ditador venezuelano recebeu propostas recentes para se render pacificamente, mas teria recusado todas. Segundo o presidente americano, chegou a existir uma articulação para que Maduro permanecesse no poder por mais três anos antes de renunciar, hipótese rejeitada por Washington.
“Ele teve chances de se entregar. Não quis. Não se negocia com narcoterrorista”, declarou Trump.
EUA anunciam administração provisória
Ao abordar o futuro imediato da Venezuela, Trump foi enfático ao afirmar que os Estados Unidos não permitirão que um novo grupo assuma o poder de forma imediata após a captura de Maduro.
“Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, apropriada e judiciosa”, afirmou.
Segundo ele, a administração americana estará profundamente envolvida na reconstrução institucional do país, sem, no entanto, indicar um nome específico para liderar o processo político. A oposição venezuelana defende que o presidente legítimo seria Edmundo González, atualmente no exílio, mas Trump reconheceu que o cenário ainda é incerto.
Comparações históricas e cenário de crise
Analistas internacionais compararam a operação à invasão dos Estados Unidos ao Panamá, em 1989, que resultou na captura do general Manuel Noriega, também acusado de envolvimento com o narcotráfico. Trump não informou por quanto tempo as forças americanas permanecerão no país.
O presidente alertou para os desafios à frente, citando o vácuo de poder, a hiperinflação, a escassez de alimentos e medicamentos e o êxodo de profissionais qualificados, apesar das vastas reservas petrolíferas venezuelanas.
Reações divididas
Nos Estados Unidos, aliados republicanos comemoraram a operação. O deputado Carlos Gimenez (R-FL) afirmou que a ação “muda o curso da história”. Já democratas criticaram duramente a ofensiva. O senador Ruben Gallego (D-AZ) classificou a operação como uma “guerra ilegal”.
No cenário internacional, a resposta foi majoritariamente crítica. Líderes europeus demonstraram preocupação, enquanto Rússia e China condenaram a ação como violação do direito internacional e da soberania venezuelana.
A captura do ditador Nicolás Maduro e a decisão dos Estados Unidos de assumir temporariamente a administração da Venezuela inauguram um novo e delicado capítulo na geopolítica internacional, com impactos diretos sobre a estabilidade regional e o equilíbrio de poder na América Latina.



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